"Click-Click-Click": O som da morte da tua bateria (e como evitá-lo neste Inverno)

"Click-Click-Click": O som da morte da tua bateria (e como evitá-lo neste Inverno)

Conheces o cenário: o primeiro dia de sol em Março, vestes o equipamento todo entusiasmado, rodas a chave, carregas no botão de arranque e... nada. Apenas um triste estalido ou o painel a piscar.

A bateria morreu. E as baterias de mota, ao contrário dos gatos, não têm sete vidas. Uma vez que a voltagem cai abaixo de um certo ponto (sulfatação), é quase impossível recuperá-las. Lá se vão 60€ ou 80€ numa nova.

O Inverno é o assassino silencioso das baterias. O frio abranda a reação química interna e a falta de uso faz o resto. Mas não tem de ser assim.

Aqui tens o guia de sobrevivência elétrica para a tua máquina.

1. O Mito dos "5 Minutos" (Pára de fazer isto!)

Muitos motociclistas vão à garagem uma vez por semana, ligam a mota, deixam-na trabalhar 5 minutos ao ralenti e desligam, achando que estão a "carregar a bateria". Isto é errado e prejudicial. O motor de arranque consome uma quantidade brutal de energia. Ao ralenti, o alternador da mota mal consegue repor o que foi gasto no arranque, quanto mais carregar a bateria. Resultado? Cada vez que fazes isso, deixas a bateria com menos carga do que antes. Além disso, crias condensação (água) no óleo do motor que não chega a evaporar. Regra: Se ligares a mota, é para andar pelo menos 20 minutos. Se não vais andar, não a ligues.

 

motocicleta honda preta e prateada

 

2. Combate os "Vampiros"

Mesmo desligada, a tua mota consome energia. O alarme, o relógio do painel ou o imobilizador são "vampiros" que sugam a energia gota a gota. Se a mota vai ficar parada mais de 2 ou 3 semanas:

  • Opção Grátis: Desliga o borne Negativo (Preto) da bateria. Basta uma chave de fendas. Assim cortas o circuito e impedes o consumo parasita.

  • Atenção: Algumas motas muito modernas podem perder configurações se fizeres isto (consulta o manual), mas na maioria é seguro.

3. O Melhor Amigo: O Mantenedor de Bateria

Se tens uma tomada na garagem, esta é a única solução 100% eficaz. Compra um "Carregador Inteligente" ou "Mantenedor" (como os Optimate ou NOCO). Não é um carregador normal. Ele liga-se à bateria e fica lá meses. Ele carrega, depois pára, depois simula uso, depois carrega outra vez. Mantém a bateria "a fazer ginástica" durante o inverno todo. Quando chegares na Primavera, a bateria estará com 100% de saúde, como se fosse nova.

4. Limpeza dos Bornes (Azinhavre)

Às vezes a bateria está boa, mas a mota não pega. Porquê? Olha para os polos da bateria. Estão cobertos de um pó branco ou esverdeado? Isso é azinhavre (oxidação). Funciona como isolante e impede a eletricidade de passar. Limpa os bornes com uma escova de aço ou lixa fina e, ao voltar a apertar, coloca um pouco de vaselina sólida para proteger contra a humidade.


Gestão de Energia: A Bateria da Mota vs. A Bateria do Telemóvel

Agora que garantiste que a bateria da mota não te deixa apeado, vamos falar da outra bateria que te causa ansiedade: a do teu smartphone.

É o paradoxo do motociclista moderno: tens a bateria da mota impecável, mas chegas ao destino com o telemóvel desligado porque o GPS, o brilho no máximo e o 4G consumiram tudo em 2 horas de viagem.

Pior: carregar o telemóvel ligado ao USB da mota enquanto ele está ao sol a processar mapas aquece o aparelho e destrói a saúde da bateria dele.

 

 

O Motoplay resolve esta equação de energia.

  1. O telemóvel vai no bolso, com o ecrã desligado (poupança massiva de energia).

  2. O Motoplay assume o trabalho pesado de exibir o Waze e o Spotify, alimentado diretamente pela mota (cujo sistema elétrico tu acabaste de proteger com as dicas acima!).

Protege a bateria da mota no inverno, e protege a bateria do telemóvel durante a viagem.

👉 [Acaba com a ansiedade da bateria. Viaja com o Motoplay.]


Voltar para o blogue